quinta-feira, 22 de maio de 2014

(III) ❝In love: Constantine❞

Há alguns anos atrás eu vi um tal de “Constantine”, o filme, sabe? Puxa, eu adorei! Não só o fato do ator-que-fez-matrix estar super gato no estilo caça demônios, nada disso, tinha mais a ver com a temática. Uma simples googlada e descobri que o tal do filme era baseado em HQ’s da série Hellblazer, da Vertigo, um braço da DC Comics. Guardei a informação no fundo do meu coração e segui minha vida, anos depois, quando comecei colecionar seriamente HQ’s (a partir da versão de luxo da Piada Mortal) eu fui dar uma pesquisada nos títulos da minha queridinha DC e achei Hellblazer e Vertigo. CA-RA-LHO! Fiquei morrendo de vontade de comprar, mas tenho TOC, o que quer dizer que NUNCA compro uma coleção se não for pelo volume 1! Sendo assim eu só fiquei a ver navios, fui em alguns eventos, procurei as danadas das HQ’s mas nada, só acha a partir do volume 4 e meu coração ia se partindo em pedacinhos.



Alguns dias depois do evento do FestComix+ArenaX5 eu fui ao trabalho e minha chefe pediu que eu fosse até uma papelaria/revistaria que ficava lá perto. Ao chegar eu fui logo dando uma olhada no “material” que tinha lá (vulgo quadrinhos e mangás) e foi quando eu adquiri o meu PRIMEIRO Hellblazer ♥ Uma versão que reunia as histórias do arco “Hábitos Perigosos” a respeito da suposta morte do Constantine pelo câncer de pulmão devido ao seu péssimo (porém charmoso) hábito de fumar 30 cigarros por dia.
O Volume é uma gracinha! E eu logo fiquei apaixonada pela história. Sem poder comprar os primeiros volumes de Vertigo e Hellblazer: Origens, eu comecei a pesquisar outros volumes que eu poderia encontrar histórias do Feiticeiro mais famoso do mundo. Foi quando me deparei com DARK, uma das séries dos novos 52 que eu havia desprezado (tive que fazer algumas escolhas) e fiquei super chateada porque a comix já tava cobrando o olho da cara.
EIS QUE – olhem lá – eu descubro que existe Constantine dos novos 52!!!

!!!!

Tive um ataque do coração, quis chorar e rir ao mesmo tempo, porque lógico que já estava no volume 3 e o volume 1 estava esgotado.



Mas por algum milagre divino na mesma semana um senhor santo anunciou no grupo que eu vendo/troco/compro mangás que estava vendendo o bendito Constantine Novos 52 vol.1 mais uma pá de volumes de Hellblazer e eu fui ORBIGADA a comprar alguns deles e gastar uma mini fortuna que... Valeu a pena! Quer dizer, eu ainda não li, mas tenho certeza de que são umas belezinhas! Quando tiver a resposta final vai ter uma review lindona aqui.
Mas o real motivo para eu estar fazendo esse post In Love é por motivos de que Constantine vai ganhar sua própria série. Depois do mega sucesso de Arrow (que eu ainda não assisti) a DC ta apostando em algumas série do mundo heroico como: Flash e Gotham.

Liberado o primeiro trailer da série eu realmente gostei, apesar de que o John não aparece fumando NENHUMA vez e criaram uma trama de que ele tem que salvar uma guria que tipo... nada ver! Considerando que TODOS que ele tenta proteger morrem... Bom, quero só ver. 


domingo, 11 de maio de 2014

(II) ❝Games: LiEat❞


Ok, eu nunca fui realmente muito fã de jogos de terror. Não me leve a mal, eu sempre achei bacana assistir algum otário jogando e tendo ataques quando corvos quebram selvagemente uma janela (hehehe) ou então quando a criatura do inferno surgia DO NADA e dava ataques cardíacos no infeliz que estivesse segurando o mouse/controle. Mas faz um tempinho que eu  ando namorado esses jogos de RPG Indie 8bit de terror que são um cute-cute de história + personagens. Como não sou exatamente a pessoa mais desocupada do mundo (faculdade, filho da puta!) resolvi começar com um rápido de 1h que parecia bem gracinha.

Você pode fazer o download em português aqui: http://linkshrink.net/7SjaUc

LiEat é a história da fofíssima Efina (Efi) que é um dragão que se alimenta de mentiras (SURPRISE MODAFOCA) e que vai passeando pela floresta com seu “pai” Leo, ou seja, o cara que descobriu o ovo do dragão embaixo das cobertas.




Os dois são comerciantes de informação, ou seja, tu pede pra eles descobrirem o segredo do universo e tudo mais e eles trazem a resposta por um preço (que aparentemente pode ser biscoitos de chá, oi).

Os dois malandrões chegam nessa cidade que possui uma lenda. Uma antiga família de vampiros morava lá e se dava tranquilamente com os aldeões ATÉ QUE um dos vampiros resolveu que era OK pegar um dos rapazes da cidade e fazer de lanchinho. Pois é, o pessoa da cidade ficou meio bolado e acho que a resposta era MATAR TODOS os vampirinhos, mas um deles acabou fugindo e se casando com um humano e fazendo filhotes.

Muito bem, essa é a lenda.

Então essa cidade que é praticamente abandonada (população total: cinco) está sendo assombrada por um “lobo” que durante a noite vem e faz de refeição algum desavisado que resolveu que seria legal passear durante a noite.

...

Eu sei, calma, eu JURO que o jogo vale a pena. Esqueça essa merda de lobo e vamos para a ação!

O jogo consiste em você utilizando de dois personagens (Leo e Efi) para procurar itens, resolver pequenos puzzles e solucionar o “Mistério do Lobo”. Algo divertido no jogo é que existem “combate”, ou seja, “Monstros mentira” que a Efi deve devorar, para isso ela trava batalhas no melhor estilo Pokémon, evoluindo, aprendendo novas habilidades e ganhando ouro (que é absolutamente inútil).

Eu utilizei o famoso método salvando-de-pedacinhos para tentar abrir mais opções de final e blá-blá-blá. Na minha primeira tentativa eu tive um “bad end” que foi uma merda de tão triste, mas na segunda eu já recebi o final normal (não sei se tem mais, só consegui os dois e to feliz, obg).

É o jogo de uma hora, ou menos, pra zerar. É simples, e uma porcaria de tão curto. Infelizmente é uma PUTA história dos personagens para acabar numa coisinha tão miudinha assim...

Recomendo se você gosta do estilo, quer passar o tempo sem se estressar com charadas de quebrar a cabeça.

Não recomendo se procura um jogo de terror, quer algo desafiador, gostaria de perder tempo de sua vida com isso. 


(I) ❝Aquilo que devemos ser❞

Há quase quatro anos atrás eu passei por uma mudança drástica na minha vida. Eu havia acabado de terminar o ensino médio, tinha apenas 16 anos, e não sabia o que fazer. Todos os meus amigos tinham planos, haviam feito cursos preparatórios, técnicos, especializados; haviam escrito promessas, sonhos e rumos em suas vidas. A maioria já tinha uma lista dos próximos passos a serem dados. As faculdades que queriam fazer, os lugares onde iriam trabalhar. E eu não tinha nada. Me vi perdida, logo eu, que sempre fui elogiada por ser “planejada” por nunca deixar “as coisas por ultimo” estava lá sem chão, sem nada nas minhas costas além das fotos do ultimo dia de aula, com medo.
Crescer não é fácil.
Naquela mesma época eu estava no meio de um relacionamento em desarmonia, eu não consegui ir para frente, era como se estivesse com um grilhão de três toneladas no meu tornozelo, o peso era real, eu sabia que ele estava ali, mas não conseguia me livrar.
Pouco tempo depois meu relacionamento foi pro espaço, e eu recebi uma carta de um concurso que eu havia feito de ultima hora.

“Você foi aprovada” dizia, isso foi 24 de dezembro, era véspera de natal e eu realmente achei que foi um tipo de milagre de verão (por favor, porcaria de país tropical) então cheguei a conclusão que me deixaria levar.

Quando meu trabalho e curso iniciaram eu era ainda a mesma de sempre, a garota perdida de eu-não-sei-o-que-estou-fazendo-aqui mas com o tempo eu acabei descobrindo coisas que eu nem sabia que possuía. Descobri mais medo e também descobri a coragem para desafiá-lo; descobri a diferença entre colegas e amigos, mas que não necessariamente um seja melhor que o outros, apenas que ocupam funções diferentes em nossa vida; também descobri que essa porcaria de planejamento é uma merda, e que quando se tem 16 anos você não tem que pensar no futuro, tem que pensar no agora.

Cortei meus cabelos.

Antigamente acreditava-se que os cabelos eram responsáveis pelos “poderes” das bruxas, e que quando se cortava (antes do churrasco humano) elas se tornavam vulneráveis.
Cabelos longos são facilmente associáveis ao sexo feminino, a toda essa bobagem de longas tranças, cabelos sedosos, cachos fofos e mais esse mimimi babaca que eu sempre odiei mas seguia como uma lei.



Cortei meus cabelos.

Foi um tipo de libertação.
Não houve realmente nada por trás disso, eu estava cansada. Cansada de acordar todas as manhãs e passar horas arrumando-os só para depois me sentar e começar a lamentar porque não estavam bons, imaginando que todos fossem me olhar, julgar e rir.

Me livrei das correntes capilares assim como da química que os acompanhava. Larguei o emprego, comecei a trabalhar em algo que gostava, paguei um cursinho, aprendi a viver.

O cabelo, é claro, não tem nada a ver. Foi apenas um rito de passagem, sabe? Aquele tipo de momento bobo que acontece na sua vida e te marca de alguma maneira. Foi isso, não sei funcionaria com outra pessoa, mas funcionou comigo.

A seis meses atrás eu fui ao cabeleireiro e pedi que cortasse meus cabelos novamente. Nesse dia eles estavam na minha cintura, longos novamente, e eu precisava daquela renovação mais uma vez. Quando as mechas começaram a cair eu me desesperei.

“Não vai cortar muito né?” eu ri, a cabeleireira não respondeu. Ela cortou, cortou demais.

Hoje eu acordei e sacudi os cabelos, lancei a franja-que-não-é-franja pro lado e sai de casa despreocupada pouco me importando com o vento, a umidade os meus cachos que pulam por debaixo das mechas lisas.

Ta tudo bem. Não sei que é o que eu devo ser, mas é o que eu gosto de ser. Mentiria se dissesse que não me importo com o que os outros pensam, mas nesse dado momento eu e sinto tão bem comigo mesma que essa preocupação desaparece.


Ta tudo bem. De verdade