domingo, 1 de janeiro de 2017

(XIX) ❝Se eu levar eu não devolvo mais❞



Você sabe, muita coisa aconteceu no último ano... Faz um bom tempo, inclusive, que eu não ando por aqui. Estive muito melhor nos últimos meses, finalmente depois de muito tempo de terapia e tratamentos. Não, ainda não terminou, e ainda parece um peso gigantesco levantar todos os dias, mas tenho me esforçado de verdade, dando o meu melhor diariamente para ser melhor, estar melhor.

O que quero dizer, o que realmente me motivou a estar aqui escrevendo novamente depois de tanto tempo foi o dia incrível que tive ontem com meu namorado. Sim, namorado. Faz quase um ano que eu dei meu primeiro beijo com o Raphael, vai fazer amanhã (dia 3 de janeiro), e é provável que nem consigamos nos ver amanhã já que ela acabou de viajar para a chácara do amigo, porém... bem, passamos o ano novo juntos, e foi muito bom. Não vou mentir, a ideia foi toda meio assustadora pra mim, eu sou meio anti social e tímida demais, estar em um lugar onde não conheço ninguém e ainda correr o risco de ser um estorvo para meu namorado era um peso em meus ombros. Eu não sei conversar com quem não conheço, sou mais do tipo de ficar em meu próprio canto quietinha (e foi isso que aconteceu), mas eu me permiti rir com ele e receber seu carinho, beijos e amor foi ótimo, não me senti sozinha, nem que eu não tenha ganho atenção. Na verdade, a única coisa que me preocupa é se eu pareci um saco para ele, apesar dele não ter dito isso.

Enfim, todas as horas ao lado dele, e – a cereja do bolo – dormir com ele depois durante o dia foi incrivelmente satisfatório. Me faz reforçar novamente o quanto eu o amo, e o quanto sou loucamente apaixonada por ele. Não só isso – como meus relacionamentos anteriores padeceram tão rápido, e agora que estamos a quase um ano juntos eu ainda me sinto maravilhosa, na verdade, estou com borboletas no estomago exatamente como no mesmo dia que os beijamos.

Fico ouvindo músicas que tocaram ontem e meu peito transborda, lembrar do seu toque e beijo é tão maravilhoso quanto no primeiro dia, a sensação não passa, e eu jamais quero que passe. Me sinto tão bem, tão viva, tão apaixonada!

 Eu só queria transmitir isso pra mim mesma mais uma vez, lembrar o quanto é bom esse sentimento, e o quanto sinto falta dele (mesmo tendo dormido com ele hoje), parece que já faz dias que estamos longe um do outro, preciso daquele calor de volta o mais breve possível.

As próximas duas semanas vão ser bem puxadas de trabalho, e dia 04 a Pamela está chegando para passar uma semana comigo, o que vai ser ÓTIMO, estou muito ansiosa para ter minha irmã comigo novamente, ao mesmo tempo que triste por estar com meu namorado longe. 



To be continued...

domingo, 5 de junho de 2016

(XVIII) ❝Sobre esse choro incansável (que não é meu)❞

Em 2015 eu estava cursando meu último ano da faculdade, biblioteconomia, quinto semestre. Uma das disciplinas era “Projetos Culturais”, em meio a teoria, nosso projeto final era a elaboração de um Projeto Cultural que pudesse ser aplicado em alguma instituição informacional (bibliotecas, escolas, centros de estudos, etc) com foco em São Paulo capital. Meu grupo era formado uma gama de pessoas muito diferentes. Tínhamos eu, a branca católica com parentes europeus; uma jovem boliviana adventista; um rapaz evangélico descendente de indígenas (100% brasileiro como ele costumava falar) e uma mulher negra espírita. Nos dávamos muito bem, mesmo sendo separados por nossas etnias e religiões isso nunca havia sido problema para nosso diálogo e trabalho. Enquanto decidíamos a respeito da temática do nosso projeto, a jovem boliviana nos explicava mais a respeito dos adventistas (que eu nunca tinha ouvido falar), rolando essa discussão bacana surgiu a ideia “Caraca, estamos aqui todos no Brasil, mas possuímos tantas diferenças... Por que não falar a respeito disso?”. Nossa ideia era falar sobre as principais colônias que tornaram o Brasil esse incrível país miscigenado. Trazer alguém que representa-se a Europa, um líder de movimento negro e outro indígena, um representante do Japão (já que possuímos a maior colônia japonesa fora do Japão) e fazer durante uma semana diversas rodas de conversa, teatro, dança, debates com as crianças do ensino fundamental, explicando as diferentes raízes do Brasil e como nos tornamos... Bem, brasileiros.
Todos achamos a ideia fantástica, empolgados fomos apresentar o projeto para nossa professora, sua expressão era esquisita. Quando terminamos ela jogou um balde de água fria em nós, achava que não era adequado, que o projeto seria ÓTIMO se fosse apenas com negros e indígenas já que os outros representantes jamais tinham sofrido qualquer tipo de opressão e por isso eram DESNECESSÁRIOS para um projeto cultural.

Daí rolou aquele embate: Nota x Moral.

No final construímos o projeto como ela queria, mas nenhum de nós engoliu aquilo direito, parecia um caroço em nossa garganta. É claro que eu nunca fui vítima de nenhum preconceito, nem posso dizer o que negros passam em seu dia-a-dia, mas sério que minha cultura deve ser ignorada por isso? “Cultura” naquelas né, já que sou brasileira, a única coisa europeia que eu tenho na minha casa é a pizza na sexta-feira. Mas pizza foi criada no Egito né? Droga.
Talvez eu seja só muito chata, mas tenho visto muito nos últimos tempos esse mimimi gigantesco que não se pode cultuar nada que seja feito por um BRANCO que automaticamente é opressão, péra ai, devo lembrar de todos os brancos, homens, héteros que lutaram pelas causas dos negros, mulheres e homossexuais?

Não me alongando mais do que isso, só tive esse insight após ontem, enquanto eu estava no instagram, ler o depoimento de uma artista tailandesa que eu adoro dizendo o quanto “Os olhos de chinês” (aquela prática de puxar os olhos) a perturbava e fez dela infeliz na infância, e como sua dor era absolutamente ignorada ou considerada menor por ela ser “branca”.  


Vamos parar pessoal que não ta dando. 


domingo, 22 de maio de 2016

(XVII) ❝Distúrbios de Domingo à noite❞

21:28 tik tok

“Números quebrados porque era assim que meu pai fazia” disse o cara da televisão “Isso dava sorte para ele em seus negócios”. E que negócio amigo.

Está tocando aquela música, a mesma que eu sempre coloco quando quero pensar em você, não que eu já não pense na maior parte do tempo. Amor, carinho, carência, desejo, mágoa, me abraça, beijo de bom dia, te amo e boa aula. Quero falar de você, mas pra você, e isso aqui não é pra isso, é pra mim, de novo...

A música muda.

“Ela fazia muitos planos, eu só queria estar ali, sempre ao lado dela... eu não tinha onde ir”.

Como você está? Estranho que já não faz parte mais da minha vida. Tão longe, tão frágil... Quebramos promessas todos os dias, descartamos pessoas insubstituíveis, desistimos dos amores eternos, e engavetamos aqueles sonhos de um futuro juntos. Mas quem eu estava enganando, você sabe, eu realmente nunca sonhei com você. Eu sei, eu sei, eu minto. Eu sempre falo o quanto sou desesperada pela sinceridade, mas isso é porque meu lado negro, podre, é tão terrível que nada que você me fale pode ser tão chocante quanto o fardo que eu carrego em meus ombros. Então eu tento fingir, com meu rosto sereno, as palavras gentis, o toque doce que sou aquilo que você sempre quis. O que todos sempre querem.

A mulher madura, sincera, bacana, divertida, direita que quer ter uma vida ao seu lado. Filhos, cachorros, um tapete e uma cadeira em frente a lareira com uma prateleira cheia de livros....

Não há espaço para você.

Frequentemente me pergunto se há espaço para mais alguém.

E tão rápido quanto os ponteiros do meu despertador, ta-dah, eu parto. Ciao, até mais. E preciso apenas de algumas horas para estar com outro alguém. Hein Andrezza, que péssima garota não é mesmo?

Mas eu sempre fui assim.

Eu prefiro isso, a imagem da terrível vagabunda, do que a garota em pedaços depressiva que chora pelo cara mentiroso. Mas.. hey, pra que falar do passado?

Deixa eu te contar: Eu estou feliz! Não sei exatamente o que foi. Médicos? Remédios? O fim da faculdade e as pressões? Hey! Me inscrevi em uma pós, te falei? Estou inteira, de novo. Às vezes dói, às vezes eu choro mas.. é sério, eu to bem. Espero que você... vocês, também estejam, nunca desejei mal nenhum. Quer dizer... Não de verdade, sabe?

Estou trabalhando com o que amo, tenho medo de ser despedida às vezes, mas não conto isso a ninguém. Gosto de passar a imagem de confiante, bem sucedida e cheia de força e energia.
Eu ando lendo, bastante, vários mangás e quero voltar aos meus livros. Comecei na quarta uma dieta nova, na verdade, é só um novo hábito. Decidi comer melhor, mais arroz, a comida que minha mãe faz, quero ser diferente, estou cansada de ficar doente.

E eu tenho alguém do meu lado, sabe? Me sinto em um namoro de colégio: medo, ciúmes, amor, paixão... ele me faz rir e me abraça de um jeito que me deixo perder. Quando dormimos juntos ambos ficamos com dor nas costas, mas mesmo assim não nos largamos. Ele beija minha testa quando acorda no meio da noite, mas sou sempre a dizer ‘eu te amo’ primeiro. Ele me coloca na linha, nunca abaixa a cabeça pra mim, e me faz ser menos megalomaníaca. E parte da minha felicidade tem o nome dele também.

Eu deixei de acreditar em amor eterno, de outras vidas, em “para sempre” e todas essas bobagens que nunca realmente tive fé. Mas eu ainda acredito no amor, e ele também acredita em mim.

Haha, desculpa, com quem eu estava falando mesmo? Tudo bem, vamos voltar.



21:41 tik tok

Amanhã é segunda-feira de semana de só três dias, e meu aniversário está chegando. E eu só quero a surpresa. Quero um beijo, quero o leite na cama e dormir até tarde. Quero alguém segurando na minha mão e dizendo “parabéns”. Quero o “eu não esqueci” e o “eu ainda me importo”.

What do you mean?

22 e será que eu já mudei tanto assim? Será que ainda sou a mesma? E não é que eu consegui continuar o blog?

Parabéns pra você!

Parabéns pra mim.


2016 é nosso.  

(XVI) ❝In Love: Loots ♡♡❞

Post originalmente escrito em 6 de maio de 2016 
Aloooow, faz um tempo que eu não escrevia sobre coisinhas bacanas que eu ando lendo/experimentando. Na verdade, nos últimos tempos (anos) em que escrevo esse blog eu experimentei várias coisas novas, de HQ’s, filmes, mangás e itens legais que encontrei por aí. De todos eles, um que chegou hoje e eu quero MUITO falar a respeito é sobre os Boxes, ou Loots, que andam se espalhando pelo Brasil e que eu comprei o meu faz umas duas semanas (:

Tudo começou a mais de um ano quando eu vi um vídeo do Pewds em que ele falava sobre o Nerd Block que foi uma iniciativa em que você faz uma assinatura e ganha todo mês uma caixinha com vários itens “nerds” surpresa! O negócio se expandiu e hoje tem algumas temáticas em que você assina o que quiser: horror, classic, árcade e comic (além de uma versão infantil). Os blocks custam $19,00 + o frete para o Brasil (uma pequena facada), resumindo, se for comprar para cá com o dólar vai ficar uns R$140,00 mas é de ALTA qualidade, com direito a funkos (que aqui custam R$80 cada).

Enfim, depois de um tempo o Brasil aderiu a moda, e alguns loots estrearam: Nerd Loot, Nerd ao Quadrado, Geek Box, entre outros. Também apareceram algumas variações, como uma “Kawaii Box” que desistiu na primeira encomenda porque, por mais que fosse fofa, custava absurdas 100 DILMAS! A ideia do Loot é justamente você pagar menos do que os itens que está ganhando.
Os Boxes no Brasil funcionam com temas mensais, e acho muito bacana ideia de você somente assinar o mês em que curtir o tema (ideia do Nerd Loot, em que a assinatura deve ser renovada todo mês). Esse mês o NL teve o tema de batalha de gigantes no clima de Batman VS Superman, e eu comprei ele com meu suadinho salário. Chegou tudo hoje, e eu adorei!

Dentro vieram: Camiseta (que eu escolhi o tamanho), luva de cozinheiro de manopla do infinito, avental do Superman, pôster de Batman VS Superman, livro da Marvel de Guerras Secretas além de um montão de cards bacanas.

Espaço para futura foto quando eu tiver menos preguiça 


Eu super curti e estou me preparando para próximas aquisições (não necessariamente do mesmo Loot). 


domingo, 21 de fevereiro de 2016

(XV) ❝Pequeno recado pra mim mesma (pra tentar entender o que eu sinto)❞

São 00:22 de segunda-feira, eu trabalho daqui a algumas horas mas só consigo ouvir Artic Monkeys, a música que de alguma forma tocou quando eu perdi o sono pensando em você a primeira vez. Como chegamos assim tão rápido? Foi tão depressa que eu mal consigo contar os dias, mas agora sussurro os segundos até te ter novamente. Foi um tipo de coisa meio maluca: atração + desejo + paixão. Meu interesse se manifestando pelos seus sorrisos e o som da sua voz, seu olhar quando me encara de baixo, o gosto da sua língua quando invade minha boca. Eu não quero soar como uma garotinha apaixonada, porque estou longe de ser disso, e só percebo o quão sou mulher nesses momentos de reflexão. Você foi embora a algumas horas atrás, e desde que te vi na sexta-feira aquelas três palavras querem pular da minha boca sem parar. Como é que é? Seria possível? Pensei sobre isso, de madrugada, te vendo dormir. Seus olhos fechados, mexendo sob as pálpebras e os cílios longos demais, sua boca meio aberta soprando beijos para o ar, suas pernas tremendo quando eu o acariciava com a ponta dos dedos...



“Eu te amo” disse em minha mente, e pareceu uma eternidade até o sentimento fazer sentido. É engraçado, sei que gosto de você, de um jeito que quero manter perto, sentir seu corpo, seu calor e sua conversa boba. Sei também que meus olhos brilham quando te veem, isso é paixão, meu desejo intenso de te beijar e fazer sexo entre as piadas ruins e filmes de terror. Mas amor? Enquanto eu passava meu dedo pela sua bochecha eu me perguntei se seria possível, mas de toda essa loucura que vivemos nas últimas semanas nasceu uma chaminha, ainda pequena, mas queima aqui dentro, e eu sinto a urgência dela de ser um incêndio.

Eu sussurrei, juntando toda a coragem possível, e em seguida beijei sua têmpora, para que aquele fosse o lacre do meu segredo, mas você espiou pelos lençóis de Morpheu, não é mesmo?


“Eu também te amo” eu ouvi mesmo isso? Será? Então porque ainda é tão difícil? E a chama arde, me derretendo, assim como eu faço quando você me aperta em seus braços. 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

(XIV) ❝É amor até deixar de ser❞

O ano mudou, as coisas mudaram, eu mudei e você também. Faz tanto tempo que adio escrever sobre isso, sobre mim, sobre você e sobre nós. Mais uma vez eu fui capturada em uma armadilha. Você sabe... Eu meio que já sabia isso desde o inicio, lendo meu diário, aquele que escrevi sobre o você o tempo todo... Todo esse futuro estava ali, o tempo todo, meus medos tornando-se reais, um a um, tudo aquilo que eu obriguei a mim mesma ignorar de repente voltava pra mim como uma gigantesca onda. Me devora. Me engole. Me afoga. Onde foi que eu errei? Onde erramos? Eu deveria ter sido menos permissiva, deveria questionar mais, ser menos medrosa, ousar falar o que meu coração sente porque... Você sabe, uma hora eu explodo, e de repente tudo que eu guardei por tanto tempo vem de uma vez só. Então estamos nós dois, separados, você ali e eu aqui pensando “Caramba, acho que estou bem”.
A primeira vez que terminamos eu pensei “Talvez não seja pra sempre” e isso me consumiu e aqueceu, eu achei que poderia dar certo, um dia, no futuro. Mas conforme o tempo passou, eu percebi como é lindo isso, a liberdade, e como eu desejei por tanto tempo, mas eu ainda não estava completa.
Quando voltamos, pra aquela enrascada, esse relacionamento incompleto, triste, pegajoso e assustador, eu soube que cada dia era um pequeno inferno, eu não queria aquilo, eu não te amava mais daquele jeito, minha paixão tinha acabado  junto com suas verdades, e assim eu vi que era apenas uma questão de tempo até nunca mais lhe ter novamente.
Como um sentimento tão grande e poderoso muda assim? Hoje eu estou aqui, sozinha, mas nem tanto e absurdamente feliz. Caraca, sabe de uma coisa? Ta tudo dando certo, aqueles planos que eu te contei, eu estou livre, feliz, com um futuro brilhante à minha frente, e não posso te contar nada disso, porque você se transformou em alguém que eu não quero perto de mim, alguém que eu quero desesperadamente esquecer por se tornar uma vergonha, algo que eu desprezo.
Sou exageradamente cruel né? Esse é o problema da sinceridade, eu nunca te disse que era boazinha, meu coração às vezes é tão afiado quanto o arame que me cerca, pronto para afastar e ferir todos que ousam se arriscar uma aproximação. Mas quer saber? Eu não me importo, nem um pouco, porque agora... Sou só eu, e estou tão bem com isso como nunca estive antes.

Não estou sozinha.
Não estou triste.
E acima de tudo... Não estou mais sufocada por você e pelo medo que me acompanhava.

Te desejo toda a sorte do mundo, eu sei que não preciso disso, porque eu sempre garanti meus passos sozinha, e vou continuar assim. Forte não, egoísta, mas tremendamente orgulhosa disso, acho que no final talvez eu realmente seja tudo de ruim que você blasfema para os outros.


E não vou mudar. 


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

(XIII) ❝Games: RE: Alistair ++❞

Finalmente, depois de SÉCULOS tendo jogado pela primeira vez o jogo eu estou fazendo a review dele! Confesso que adiei durante muito tempo mesmo por questão de preguiça e principalmente porque eu estava querendo zerá-lo antes de qualquer coisa MAAAS... como às vezes as coisas não são do jeito que queremos eu infelizmente ainda não consegui terminar o jogo por completo ): Eu aproveitei hoje que tive alguns problemas com a faculdade para simplesmente relaxar e voltar a jogá-lo desde o início, por fim buscando pelo menos zerar uma das rotas, ainda não fui muito feliz (até o momento!) mas mesmo assim vou falar dessa Visual Novel MARAVILHOSA, curta, em inglês, super bacana de um grupo que eu descobri e que sou apaixonada.



Antes de tudo você pode fazer o download direto (em inglês) por aqui: http://linkshrink.net/7zPoOj
Conheça mais sobre a produtora no site oficial aqui: http://www.sakevisual.com/realistair/

A história é sobre uma garota chamada Rui que joga online um RPG, durante uma missão ela está quase matando um chefão quando outra pessoa dá o golpe final e rouba o item lendário! A pessoa em questão é um demônio chamado Alistair, determinada a reater seu item de volta ela chama ele para um combate mas então... A internet cai! Só que não foi somente ela que caiu, seu oponente também, é nesse momento que ela descobre que seu adversário estuda em sua escola.



Determinada a ter seu item de volta, ela faz uma aposta com Alistair, se ela descobrir que é ele em um mês ele irá devolver seu item. Agora Rui tem que descobrir quem é o seu adversário, entre suas opções há três garotos: Derek, o jogador de basquete bonito e popular; Shiro, seu colega tímido de classe ou Travis, o arrogante e nerd responsável pela sala de computadores.



Durante esse um mês você irá sair com os garotos e passar por diversas situações para conseguir descobrir quem é culpado e... quem sabe arranjar um namorado. Para isso é necessário investir em itens, roupas, e outros acessórios. É um jogo meio difícil de ganhar, mas as imagens são lindas e a música também (adorei a história do rpg <3 )

Recomendo se você gosta de Visual Novels, gosta de Otome Games e do mundo gamer em geral.


Não recomendo se você quer algo fácil e simples, o jogo é meio difícil de ganhar, mas vale a pena (:  

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

(XII) ❝Games: Li'l Red❞

Hey! Faz bastante tempo que eu não faço uma review de game, mas ultimamente tenho jogado bastante entre minha rotina apertada da faculdade, sendo assim, pode ser que eu atualize com mais frequência!

Você baixar o jogo pelo link: http://linkshrink.net/7ZXxfT

O jogo de hoje é uma Visual Novel Brasileira chamada Li’l Red que lembra muito a história da chapeuzinho vermelho, juntamente com outras lendas folclóricas. A história é curta e te dá somente duas opções, sendo as mesmas direcionadas para um único final, assim, não há a possibilidade de perder.



A arte é rústica, bonita, sombria e assustadora. Ela tem certo encantamento, e a trilha sonora te faz entrar ainda mais no clima da história. O enredo se baseia em uma sociedade em que aldeões convivem com criaturas que lembram muito lobisomens. Os dois sempre estão em guerra, porém possuem adoração pela mesma entidade, a Lua.
Uma garota é oferecida como a nova sacerdotisa do templo da Lua, mas para isso ela tem que atravessar a perigosa floresta, perdida, ela encontra um dos lobos, que ao invés de devorá-la, resolve ajuda-la, já que o mesmo se encontra em situação parecida: ele perdeu sua filha na mesma floresta.



A história utiliza de muitos fatores que já vimos na história tradicional da Chapéuzinho, e é um pouco mais “sinistra” do que o convencional, mas nada de realmente assustador que te impeça de jogar. O bacana é que está todo em português, foi produzido aqui mesmo e é fantástica!

Não vai demorar mais do que 15 minutos para você finalizar, e eu garanto que não irá se arrepender. Tem um contexto fofo, uma artwork deliciosa e toda a ambientação é encantadora.

Recomendo se você gosta de Visual Novels, aprecia histórias curtas e contos de fadas.


Não recomendo se você quer algo mais longo com finais múltiplos e diversas escolhas. 

domingo, 28 de junho de 2015

(XI) ❝Eu morri❞

Morrer é difícil. Não digo da parte de se jogar da ponte ou dar um tiro na própria cabeça, não, isso é fácil. Eu digo, morrer por dentro é difícil. Eu sempre fui muito falsa sobre quem eu sou realmente. Você sabe disso, não é? Eu sei. Eu sempre quis passar a imagem confiante e forte, a garota que você nunca vai achar igual: independente, determinada, sem dramas, aquela que aceita tudo e dá risada junto. “Olhem para a minha garota, vocês nunca vão ter uma igual”.

E por dentro morta.

Não é tudo mentira, sabe? Eu realmente tenho algo dentro de mim que inspira coragem, eu me acho incrível, minha confiança me move a lugares que nunca vi, a sonhos longos e doces, e me traz a realidades duras de maneiras positivas.

Tinha que ser assim.
Há um motivo por trás.
Vai ficar tudo bem.

Eu sempre fui o melhor que pude. Eu sempre tirei o meu para fazer o seu. Ser exemplar, doce, divertida, inteligente, admirável. Aquela que te surpreende porquê...

Não há nenhuma garota igual.

Venho me questionando isso há um tempo. Por que não há nenhuma outra garota igual?

Agora eu sei.



Porque não existe ninguém assim. Não vou mentir, me faz feliz te fazer feliz. Enche meu coração, há uma ternura muito longe do que qualquer outra coisa, eu me sinto recompensada, orgulhosa de mim mesma, saber que eu pude dar tudo de mim para fazer alguém feliz e... CONSEGUI! Mas, se eu tiro do meu para fazer você feliz...

Então quem vai me fazer feliz?

Eu descobri que não há ninguém. Porque ninguém nesse mundo faria o que eu faço, ninguém nesse mundo daria o que eu dou, ninguém morreria por mim, como eu morro por você.

Não há ninguém.

Então a solidão bate como uma velha amiga. Mas eu percebo que ela está do lado de dentro da minha concha.

Ela nunca saiu daqui.

Eu fechei os olhos por tantos dias, tantas vezes, dizendo a mim mesma que eu posso... eu... só preciso ser paciente, porque um dia, alguém vai vir e me preencher por completo, me dar o mundo que eu sempre imaginei e mais! Só que...

Nunca... veio.

De ninguém.

Então, como eu fico agora? Em que estou morrendo por dentro? Em que percebo que foi tudo em vão? Em que eu tenho que silenciar essa parte minha para tentar ainda ser mais feliz... mundanamente feliz.

Eu nunca me senti parte desse mundo. Eu sempre pensei que uma hora eu encontraria o verdadeiro motivo de eu estar aqui, eu sempre pensei que havia algo maior, meu Deus, eu ainda penso. Porque, se não haver, o que sobre para mim?



Eu estou me afogando.

Está frio.

Eu estou no fundo do poço, mas ainda de pé.

Até quando vou me aguentar? Até quando meus joelhos terão forças?

Eu sou incrivelmente incompleta.

E a única pessoa que conheço que pode preencher esse vazio sou eu mesma. Mas eu não posso fazer isso porque estou ocupada demais preenchendo o vazio das outras pessoas.

Suas promessas não significam nada. Elas não me tocam mais.


Estou morrendo.