domingo, 21 de fevereiro de 2016

(XV) ❝Pequeno recado pra mim mesma (pra tentar entender o que eu sinto)❞

São 00:22 de segunda-feira, eu trabalho daqui a algumas horas mas só consigo ouvir Artic Monkeys, a música que de alguma forma tocou quando eu perdi o sono pensando em você a primeira vez. Como chegamos assim tão rápido? Foi tão depressa que eu mal consigo contar os dias, mas agora sussurro os segundos até te ter novamente. Foi um tipo de coisa meio maluca: atração + desejo + paixão. Meu interesse se manifestando pelos seus sorrisos e o som da sua voz, seu olhar quando me encara de baixo, o gosto da sua língua quando invade minha boca. Eu não quero soar como uma garotinha apaixonada, porque estou longe de ser disso, e só percebo o quão sou mulher nesses momentos de reflexão. Você foi embora a algumas horas atrás, e desde que te vi na sexta-feira aquelas três palavras querem pular da minha boca sem parar. Como é que é? Seria possível? Pensei sobre isso, de madrugada, te vendo dormir. Seus olhos fechados, mexendo sob as pálpebras e os cílios longos demais, sua boca meio aberta soprando beijos para o ar, suas pernas tremendo quando eu o acariciava com a ponta dos dedos...



“Eu te amo” disse em minha mente, e pareceu uma eternidade até o sentimento fazer sentido. É engraçado, sei que gosto de você, de um jeito que quero manter perto, sentir seu corpo, seu calor e sua conversa boba. Sei também que meus olhos brilham quando te veem, isso é paixão, meu desejo intenso de te beijar e fazer sexo entre as piadas ruins e filmes de terror. Mas amor? Enquanto eu passava meu dedo pela sua bochecha eu me perguntei se seria possível, mas de toda essa loucura que vivemos nas últimas semanas nasceu uma chaminha, ainda pequena, mas queima aqui dentro, e eu sinto a urgência dela de ser um incêndio.

Eu sussurrei, juntando toda a coragem possível, e em seguida beijei sua têmpora, para que aquele fosse o lacre do meu segredo, mas você espiou pelos lençóis de Morpheu, não é mesmo?


“Eu também te amo” eu ouvi mesmo isso? Será? Então porque ainda é tão difícil? E a chama arde, me derretendo, assim como eu faço quando você me aperta em seus braços. 

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