No último domingo eu
completei 20 anos. Sério. Pode parecer esquisito, mas eu senti que algo havia mudado. Quando eu ia fazer 18 a primeira coisa
que me disseram foi “Não muda nada, não se desaponte”, lembro bem daquele dia,
eu fui até o cinema com minha amiga assistir Homens de Preto III, estávamos
completamente sozinhas e eu coloquei os pés sobre uma das poltronas antes de
gritar “DECLARO QUE ESSE CINEMA É MEU, IREI CHAMÁ-LO DE BÓRIS”, Cauana (minha
amiga) tirou uma foto antes de começar a ter um ataque de risos, isso foi a
dois anos atrás, até hoje sempre quando alguém ganha um bicho de estimação ela
diz: “Hey, por que não o chama de Bóris?”.
Quando eu fiz 18 anos eu mudei sim, não por
causa das responsabilidades invisíveis atadas a um número, nada disso, e dai
que eu poderia ser presa ou então beber legalmente? Tinha mais a ver com... O
ar, sabe? Pode parecer estranho, mas sempre fui dessas; Quando chegava perto do
natal eu sentia seu cheiro era algo
como bolo quentinho, árvores de plástico, brinquedos novos e livros antigos,
quando faço aniversário é sempre assim, o ar muda, parece que o dia amanhece de
maneira diferente, como se eu fosse jogada para uma nova realidade 2.0 e...
hey! Mas não sou maluca, eu tenho
atestado.
Comemorar meu
aniversário foi bom e ruim ao mesmo tempo, tive meus problemas, mas o resultado
final aqueceu meu coração. Sai com alguns poucos amigos até o cinema aqui perto
de casa, estava como um resfriado dos infernos (ainda estou) e usava minha
jaqueta verde nova que havia ganhado do meu sobrinho duas horas antes. Nos
encontramos perto da livraria, me reuni com eles e sentamos em um bar no Wells
para beber algo. Eu não bebo. Mas estava com vontade, e ao mesmo tempo com
medo. Pedi um Sex on The Beach e beberiquei esperando que minha cabeça
começasse a explodir ou algo assim, era azedo, estou me acostumando com suco de
laranja, mas eu precisaria de mais 2k de açúcar para tomar aquele troço. A Cau
chegou logo em seguida (para tomar o resto da bebida) e perdemos 20m na fila da
pipoca (e a infância da malévola) que aliás está linda na pele da Angelina
Jolie, mas é só isso, a super-linda-maravilhosa Jolie interpretando um filme
com uma fotografia fantástica, mas uma história
meia-boca-açucar-porra-de-principe-o-negócio-é-o-corvinho.
Depois de todo o
filme a Pata e o Tiogrão me acompanharam até a padaria para tomar umas cervejas
(eu fiquei no sorvete de morango e creme) onde começamos a conversar sobre a
vida, a morte, e mais um pouco sobre a vida, terminando na minha casa com
partidas de mexe-mexe valendo beijo de cachorro e fantasia de empregadinha ( ͡° ͜ʖ ͡°)
De fato só estou contando tudo isso porque estou em uma
fase ruim, meu namoro está uma droga, e em grande parte sei que a culpa é
minha. Eu sei que deveria ser mais paciente, amável e compreensiva, mas não
consigo ouvir reclamações quando a pessoa tem rabo preso... Se é assim que
podemos chamar. De qualquer maneira, esse não era meu próximo post, ainda quero
fazer algo do Blindfold Day que foi 15 de maio e uma review das HQ’s de DC por
Stan Lee, mas amanhã eu não vou a aula (YAY) então pensei... Quer saber? Vamos
falar de coisa boa, vamos falar de mim.
Ps.:
Estou absolutamente viciada em Diabolik Lovers, segue GIF que eu fiz como
assinatura do fórum de Amor Doce (Ayato, lindão).



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