sábado, 18 de abril de 2015

(IX) ❝When I fall in pieces❞

Faz meses que eu não escrevo absolutamente nada aqui. Por muitas vezes escrevi em meu diário “Isso é coisa para o blog!” e permaneci adiando as postagens. Por que? Eu não sei. Eu criei o blog para abrir meu coração e colocar qualquer coisa que quisesse, reviews, gameplays, tudo que eu quisesse compartilhar com o mundo mesmo que nunca divulgasse. Se chama enganar a si mesma. Nos últimos meses eu fui transportada para um mundo melhor. Um lugar onde não há vazio ou tristeza, preenchida por amor, carinho, atenção, me tornei alguém melhor. Eu quis ser alguém melhor.
E estou mais uma vez ruindo.



Lembra daquele prazo de validade que você sempre comenta? Seis meses até tudo que há de bom em você se transformar. Acho que é meu prazo para enjoar de algo, não que eu tenha enjoado (não é isso), estou apenas... cansada? Não sei. Sou feita da vontade constante e de recompensas. E eu adoro, amo, dar o melhor de mim para os outros, ser a melhor que posso, alguém que você nunca vai encontrar. Sabe por quê? Porque essa pessoa não existe.
Aquela que cede tudo.
O poço de amor sem fim.
A que sempre te coloca em primeiro lugar.
A que vai tirar do seu para lhe dar.
Aquela que finge que não vê, ignora, compreende.
Mas esse disfarce meu é só uma ferramenta, um alguém que não existe.

“Cool Girl”

Esse personagem pode viver para sempre com os estímulos certos, se você for aquele que à alimenta, que dá vontade para as cordas continuarem a guiar, mas caso você não for, caso você não dê o suficiente... Ela quebra, cai em pedaços.
Isso não e desabafo. Não vou pontuar o que me mata. Vou pontuar a dor, essa dor aguda que abre meu peito, que me faz dormir em lágrimas, acordar tranquila, mas que volta a me assombrar como um lembrete.

“Você lembra?”

Eu sei que lembra.



Então eu me envergonho, pergunto o por quê se acho que estou certa... sabe, dói tanto? Quero voltar correndo: “Me ame, me proteja, me perdoe, fique ao meu lado!”, mas eu não consigo, eu não posso. Não é orgulho, é... medo. Medo de oferecer um lado amável que aqui não existe. Não é arrependimento, é apenas... desespero, não quero ficar sozinha.
Não posso ficar sozinha.
E as artimanhas que eu possuo brincam comigo: Vá e faça o que deve ser feito.

Garotas como você,
Garotas como eu
Nunca estão sozinhas.

Mas eu não quero qualquer um ao meu lado.
Acho.


E aquele silêncio estranho permanece. Espero ansiosa que o celular toque, que o fone apite mas... Não vem nada. Não mais. Algo se perdeu. Fui eu? 

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