sábado, 13 de setembro de 2014

(VII) ❝Telegrama❞

Ontem o Menino Lucas Pamonha me mandou essa música do moço Zeca Baleiro. Lembra quando foi a última vez que eu ouvi ela? Sim, no Sarau de três anos atrás quando meu professor de História cantou ela. Naquela época não tinha certeza se ele dava em cima de mim ou não e eu só pensava “É impossível” afinal, eu, menor de idade com um professor... Lembra? Foi também naquele ano que eu voltei com quem achava que nunca jamais voltaria. Lembra? Impossível.
Nas últimas semanas eu tenho feito TUDO que eu não deveria fazer, colocar os estudos e trabalho em segundo plano, todas as coisas que eu fiz com o Lu quando desisti do cursinho, todas as merdas que eu NÃO me arrependo, mas eu não tinha as responsabilidades que eu tenho agora e quando eu falhei eu chorei, mas se falhar agora... O que acontecerá? Então é hora de parar, eu sei que é.


Ele não está tão afim de você gatinha.

Olá! Eu sei disso, mas então porque uma frase me balança toda? Aliás, por que todo esse gostar? Porque é impossível. Ou será que é por ser tão difícil? Eu sempre gosto daquilo que não posso ter, já deveria estar acostumada.

Chega, chega chega.

E hoje eu JURO que estou dizendo BASTA. Não precisa ser para sempre, mas pelo menos até eu ter certeza do que eu quero, ter certeza de que não preciso mais disso para respirar, entende? Estou fazendo poesia com um texto que é somente para que eu entenda.

Chega, chega, chega.

Bata o martelo, acabou.

Por enquanto.




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