quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

(VIII) ❝Eu estava só, sozinho❞

Faz quanto tempo que eu não escrevo aqui? Tempo suficiente para eu dissertar sobre isso as duas e meia da manhã de uma quarta-feira, quarta que tenho que apresentar aquele trabalho que talvez vá ou não me dar a aprovação pro inferno de matéria que me mata. Ah, geração de base de dados.
Acabei de abrir o arquivo da última coisa que escrevi, li, coloquei a mesma música da outra vez, Telegrama, e to aqui escrevendo.

Eu tava triste, tristinho.

Mais solitário que um paulistano...

Muita coisa aconteceu nesse meio tempo, muita coisa que eu gostaria de registrar aqui, mas para isso eu tenho meu outro diário, aquele lá que eu levo para as aulas, que está até gordinho com as cartas e presentes que recebi no último mês, presentes que recebi da mesma pessoa, a única pessoa que me curou daquele mal, uma pessoa tão possível e ao mesmo tempo tão distante...
Sou complicada, estou morrendo de medo, cheia de dúvidas, mas não consigo mais recuar, não quero recuar, o que é esse medo de machucar os outros? Por que eu sempre tenho que ser assim?

Lembra lá, quando você prometeu dar um tempo?

Onde foi que as coisas deixaram de ser tão claras, por quê caralhos eu tenho que sempre correr para o primeiro abraço aconchegante que eu encontro? Hey, ainda nem amanheceu...

Mas ainda assim eu tenho esse meu coração louco, maluco, doido mesmo, sendo disparado, arrancado do peito, aquele beijo. Aquele beijo que me fez tremer, me fez temer, me fez enfiar meu rosto nas mãos, pernas bambas.

O que estou fazendo? O que estou fazendo? O que estou fazendo?

Lembra da época em que você disse que não se abalaria mais assim, que havia crescido, que era outra, que havia mudado?

Então por quê esse coração frouxo? Por que essa respiração pesada?


Até amanhã, amo você.


Originalmente escrito em 26 de novembro e não publicado antes por esquecimento, kek.